Como é feito o diagnóstico?
A dismenorréia primária em geral se apresenta ainda na adolescência, nos primeiros 3 anos após o início dos ciclos. As cólicas intermitentes na porção inferior do abdome são a manifestação mais comum e podem irradiar para a região lombar e membros inferiores. Em geral surgem nas primeiras horas do início da menstruação, piorando à medida em que o fluxo menstrual aumenta durante os dois primeiros dias do ciclo. Náuseas, vômitos, diarréia, fadiga, febre, dor nos seios (mastalgia) e dor de cabeça também podem ocorrer.
O médico pode estabelecer o diagnóstico apenas realizando um bom exame clínico / ginecológico da paciente, mas é importante considerar sempre a possibilidade de causas secundárias para a dismenorréia e outros distúrbios capazes de produzir os mesmos sintomas. Por exemplo, ao contrário da dismenorréia primária, na endometriose frequentemente existe queixa de dor crônica durante a relação sexual, alterações urinárias e infertilidade.
Exames de sangue, ultra-sonografia pélvica, tomografia computadorizada, ressonância magnética, histeroscopia e laparoscopia podem ser utilizados criteriosamente para identificar causas secundárias.
Existe tratamento para Dismenorréia?
A maioria das mulheres com dismenorréia apresenta uma boa melhora com uso de Anti-inflamatórios da classe Não-Hormonal (p.ex.: diclofenaco, meloxicam, ácido mefenâmico, nimesulide, ibuprofeno, ácido acetil salicílico, etc). A resposta ocorre 30-60 minutos após administração do medicamento.
Tabela 1 – Dicas para lidar com a Dismenorréia
• Beba um copo de chá quente (mate ou camomila)
• Deite de costas e coloque um travesseiro apoiando a parte de trás dos joelhos
• Faça compressas mornas na região lombar e no abdome
• Tome um banho morno
• Massageie delicadamente o abdome
• Faça exercícios leves, como alongamentos ou caminhadas (eles ajudam a diminuir a dor).
• Repouse e evite se expor a situações estressantes durante as menstruações
A maioria das mulheres com dismenorréia primária relata alívio dos sintomas após iniciar o uso de anticoncepcionais orais, mas em geral são necessários até 3 ciclos para que seja observada alguma diminuição na dor, o que não torna a Pílula muito útil para tratar os casos agudos. Cerca de 10% das mulheres não responde ao tratamento com anti-inflamatórios e ao uso de hormônios por via oral. Nestes casos, é importante considerar a possibilidade de Dismenorréia Secundária. Em
todos os casos, a avaliação médica é imprescindível.